1.15.2008

Com o poema

Ao Sebastião Alba


Com o poema
abriremos a noite,
jugularemos o medo.

Com o poema
construiremos o homem.
Não o homem definitivo,
enquistado em verdades irrecusáveis,
em certezas absolutas,
mas o homem
em permanente transformação.
O homem em viagem,
o homem-interrogação.

Porque o poema é sempre
(mesmo o das palavras mansas e amáveis)
o núcleo tenaz
duma revolução.


Jorge Viegas
Moçambique