1.13.2008

Esperança

No canhoeiro
um galagala hesita
a cabeça azul,

Nos roxos sótãos do crepúsculo
a aranha vai fiando
sua capulana de teia.


E nós?
Ah, nós esperamos
na euforia das costas suadas
que o sol do vexame acumulado
deflagre
.
José Craveirinha