3.14.2008


Na tarde morna
 

Na tarde morna
Passeio a culpa e quem sou,
Ai quem sou! diz que não torna
Ao pecado que pecou...

Para o sossego
na meiga tarde, e quem sou,
Ai quem sou! quer o aconchego
Que para sempre emigrou.

A noite cai,
Venenosa, e quem sou,
Ai quem sou! esboroa e esvai
A certa voz que o chamou.

E eis cumprindo
Os dois destinos, quem sou,
E quem sou?... A morte vindo
Com qual dos dois é que vou?

Reinaldo Ferreira