2.20.2008

Ao Mar



Ó meu amigo Mar, meu companheiro

De infância! dos meus tempos de colégio,

Quando para vir nadar como um poveiro

Eu gazeava à lição do mestre-régio!

Recordas-te de mim, do António trigueiro?

(O contrario seria sacrilégio)

Lembras-te ainda desse marinheiro

De boina e de cachimbo? Ó mar, protege-o!

Que tua mão oceânica me ajude,

Leva-me sempre pelo bom caminho,

Não me faltes nas horas de aflição.

Dá-me talento e paz, dá-me saúde,

Que um dia eu possa enfim, poeta velhinho!

Trazer meus netos a beijar-te a mão...

António Nobre